sábado, 8 de junho de 2013
A pessoa que é de todo sorriso
Têm os lábios mais macios
Neles moram cores, sabores, amores
e nascem os calafrios.
A pessoa que é de todo sorriso
pode ser pobre,
mas não de espírito.
Vê-se em seus sorrisos
qualquer coisa,
menos motivo nenhum
dentro de si lhes é descrito.
A pessoa que é de todo sorriso
Se parece a luz mais bonita
refletida em nossa janela
Se parece tão verdade
a ser inacreditável.
A pessoa que é de todo sorriso
Não sabe disso, nem nunca aprenderá
Não existe a falsa/i dade para sorrir
Elas não inventaram um jardim
pois já sempre estiveram entre as flores.
Esses raros sorrisos que nos acompanham
Mesmo no dia do seu embarque
Vão sem saber que estão ficando
Vão sem saber se eternizando.
Vão sem saber...
deixar saudade.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Como é bonito olhar o céu
Noites claras
Como a pele em que me aconchego.
Um campo escuro cercado de vaga-lumes.
A brisa fria
Que fazes a brasa aumentar mansamente.
O repouso sagrado e necessário
Qual nos aflige da cabeça aos pés
Com que esplendor amanhece o dia
Silencioso e lento no despertar do sonho.
Agraciada sensação da mente
Gozando para fora
O quão a alma se está contente.
Que venha mansa e serena
As palavras que serão palpitadas
Ao pé do ouvido.
Faremos da terra e do céu,
Um corpo apenas...
Desdobrando-se
Pelos galhos secos que se farão floridos.
Como é bonito te ver entre tudo isso
minha pequena
dona de meus mais divinos apegos.
_Soneto para mãe luz
Noites claras
Como a pele em que me aconchego.
Um campo escuro cercado de vaga-lumes.
A brisa fria
Que fazes a brasa aumentar mansamente.
O repouso sagrado e necessário
Qual nos aflige da cabeça aos pés
Com que esplendor amanhece o dia
Silencioso e lento no despertar do sonho.
Agraciada sensação da mente
Gozando para fora
O quão a alma se está contente.
Que venha mansa e serena
As palavras que serão palpitadas
Ao pé do ouvido.
Faremos da terra e do céu,
Um corpo apenas...
Desdobrando-se
Pelos galhos secos que se farão floridos.
Como é bonito te ver entre tudo isso
minha pequena
dona de meus mais divinos apegos.
_Soneto para mãe luz
terça-feira, 4 de junho de 2013
O corpo vazio
é o desperdício de não estar nu
Esse não sente a brisa da calmaria passar
Pelas correntes e curvas que sua pele habita.
O corpo vazio é feito de cera
na brasa quente se perde e evapora.
Ele implora e grita, mas não para fora
Não sente dor, nem mesmo chora.
Esparrama-se em seus desalentos pelos cantos
não sente fome,
Não quer ver nascer aurora.
Em todo inverno murcha a rosa
No mesmo inverno é onde mais se goza.
Mas em rodeios o corpo vazio se inerte
Com todo peso em suas costas.
O corpo vazio não tem sede, não tem fome
O corpo vazio é o homem.
é o desperdício de não estar nu
Esse não sente a brisa da calmaria passar
Pelas correntes e curvas que sua pele habita.
O corpo vazio é feito de cera
na brasa quente se perde e evapora.
Ele implora e grita, mas não para fora
Não sente dor, nem mesmo chora.
Esparrama-se em seus desalentos pelos cantos
não sente fome,
Não quer ver nascer aurora.
Em todo inverno murcha a rosa
Beija-se os lábios secos da saudade quente
No suor da pele que se molha
No mesmo inverno é onde mais se goza.
Mas em rodeios o corpo vazio se inerte
Com todo peso em suas costas.
O corpo vazio não tem sede, não tem fome
O corpo vazio é o homem.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Os olhos passeiam em meu corpo todo
Alguns me tiram até a última peça de roupa
Outros me jogam dentro de um cesto de lixo.
Alguns não me veem e me atropelam.
Eu morro...
E continuo sendo o que todos estão dizendo.
[É então que no meio da multidão alguém me vê
Me toca, me sente, antes mesmo de chegar.
Uma luz abriu-se para nós no meio da rua,
Indicando a direção para fugir.
Fugimos, nos beijamos, transamos...sem falar nada
Ainda assim havia mais verdade ali
Do que ouvia-se falar de língua em língua.
Havia mais verdade posta ali, do que em qualquer outro lugar.]
Eu só posso ser o que estão dizendo
Enquanto isso, estou sendo o que nem eu mesmo sei dizer
Encontro-me as escondidas com desconhecidos
Sim, é verdade...não conheço e não sei quem é ninguém.
Os corpos são realmente estranhos
mas os seus formatos tem mesmo razão.
Quanto a minh'alma, mantenho encontros casuais
com aquelas pessoas que não dizem nada.
Tirando o lado hipotético disso
continuo colecionando fotos de pupilas
e tentando entender porque a borboleta que é tão mais legal que o homem
vive apenas 24 horas
domingo, 21 de abril de 2013
Algo de estranho aconteceu
O copo vazio enchia a mente de pensar.
E foi...se perdeu no olhar
O que mais teme ver, além de ouvir
é ver e não escutar.
Melhor ir dormir.
E lá estava o copo vazio no mesmo lugar
Mudam-se as estações,
Mudam-se pessoas
A mente também chora
O que era dolorido passa
E vem outro copo no lugar
Foi tanta mágoa presa
que se tornou presa do olhar.
Enfim o copo um dia quebrou
Encostou o braço
Nada mais restou.
Olhar aquilo também doía
Copo quebrado, mente vazia.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
só, sem solidão
Já fui mais feliz com a solidão
Dela fiz um samba
Dancei pra aquietar o coração
Já fui mais feliz com a solidão
Mas hoje ela já não sabe cuidar de mim
Me entrego aos versos mais frios
Que a brisa do vento pode trazer
De nada vale todo esse sofrer
Ninguém no mundo irá pagar pra ver
Já fui mais feliz com a solidão
Fecho a porta e não a deixo mais entrar
Antes só, do que só com a solidão.
Já fui mais feliz com a solidão
Dela fiz um samba
Dancei pra aquietar o coração
Já fui mais feliz com a solidão
Mas hoje ela já não sabe cuidar de mim
Me entrego aos versos mais frios
Que a brisa do vento pode trazer
De nada vale todo esse sofrer
Ninguém no mundo irá pagar pra ver
Já fui mais feliz com a solidão
Fecho a porta e não a deixo mais entrar
Antes só, do que só com a solidão.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Passarinhando
Você arranha meus desejos
No suave carinho dos seus dedos
A cada vez que te olho com sede
Devora minha alma com pequenos goles de poesia
Que brotam dos teus lábios.
Por ti, não poetizei nossas rimas em nenhum botequim
A árvore seca que acompanha meu copo de Whiskey pela janela
Também chora a ausência de uma flor amarela.
Quem dera eu passarinho, indo até sua porta
Meio a um assovio lhe cantar
Bem te vi, bem te vi
Bom te ver, passarinhar.
Me prendes em segredo
Feito letra sem melodia...ainda fria.
Passa efêmera como estrela no céu
Feito bolha flutuante
Um sonho antigo
Feito em barco de papel.
Como o sol macio do final da tarde
Em contrastes coloridos
Deixando rastros nas nuvens
Partindo sem deixar alarde.
Bem te vi...
Bem te vi...
Bom te ver, passarinhar.
Você arranha meus desejos
No suave carinho dos seus dedos
A cada vez que te olho com sede
Devora minha alma com pequenos goles de poesia
Que brotam dos teus lábios.
Por ti, não poetizei nossas rimas em nenhum botequim
A árvore seca que acompanha meu copo de Whiskey pela janela
Também chora a ausência de uma flor amarela.
Quem dera eu passarinho, indo até sua porta
Meio a um assovio lhe cantar
Bem te vi, bem te vi
Bom te ver, passarinhar.
Me prendes em segredo
Feito letra sem melodia...ainda fria.
Passa efêmera como estrela no céu
Feito bolha flutuante
Um sonho antigo
Feito em barco de papel.
Como o sol macio do final da tarde
Em contrastes coloridos
Deixando rastros nas nuvens
Partindo sem deixar alarde.
Bem te vi...
Bem te vi...
Bom te ver, passarinhar.
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